segunda-feira, 15 de março de 2010

Meu fim

Ouço os sinos em algum lugar,
Entoando seus cânticos tristes...
Hoje o dia não tem sol
Os girassóis ocultaram seus encantos
Apenas fitam,
Passadas lúgubres que marcham,
Rumo àquele jardim sem vida
Derramando suas lágrimas,
Sobre a brancura do véu
Que cobre com adorno
Aquela tez pálida
Dum anjo que ali jaz
Face aveludada, traços amargos...
De um passado sofrido
Seu amor, jamais vivido
Que agora olha, entre cândidos soluços
O futuro que ali se dispersa

A felicidade roubada
Seus dias não serão os mesmos
Sua única felicidade fora disperso
Será esta então mais uma alma injustiçada
Mais um mero caminhante
Que teve sua paixão traída por um ato do destino
Que fez ele para sofrer tamanho castigo?
Que erros cometera, amante poeta
para que fosse condenado a essa langorosa sina...??

Julia Z

sábado, 13 de março de 2010

Um véu esvoaçante se materializa à minha volta
tornando-se mais espesso e fazendo a luz diminuir,
escondendo o mundo de mim...
De repente o tempo se acelera
e estou mergulhando em um abismo
muito mais escuro do que algum dia pude imaginar
Ali, dentro de um vazio estéril, ouço um sussurro...
Sinto uma força se acumular
Ela vai ficando mais potente,
crescendo a uma velocidade espantosa, me rodeando.
Assustadora e poderosa. Sombria e imponente
Eu não estou sozinho aqui (...)
Estou gritando com um terror sem fim...
enquanto a escuridão me devora por inteiro...

(Dan Brown)

não há

Não há tristeza...
Mas também não existe felicidade

Há algo pior

O nada...sem sentimentos

Fito o vazio,

Sem poder sorrir

Quero chorar

Não há lágrimas a serem derramadas
Todas cessaram
Com aquele vento
de um amor outrora
Que as levaram embora...


Julia Z

segunda-feira, 1 de março de 2010

sem luz

O sofrimento, quando atinge a alma,
Ele é fatal...

Choro calada,

Esse sentimento que rasga o coração...

Não posso falar,

Nem mesmo gritar...

Apenas fito... imploro...

Aquele anjo que passa

Olhar turvo

De um destino atroz...

Que me vê...
Jamais me percebe

Amo-o em meu silêncio
Nessa escuridão que me esconde

Não me deixa ser tocada...
Quero ser amada...

Entre cândidos soluços,

Seu nome pronuncio

Seu nome balbucio

Imploro por seu calor

Sou sua...meu amor...

Julia Z