Vivo, porque respiro...Vivo, porque meu corpo está ativo... apenas minha carne
Minha alma a muito tempo desfaleceu...
minha existencia... minha infancia...
acompanhadas pela escuridão de um abismo sem fim.
minha adolescencia então...
olhar jovem... mãos delicadas...
beleza inútil... espirito infeliz.
flores mortas... espinhos letais.
pétalas pisoteadoas, sem piedade alguma.
mocidade... um sonho perdido.
um amanhã rejeitado...
dum destino incerto...
de amores não correspondidos...
de olhares nunca dados...
corações partidos.
enfim, desejos vãos...
lágrimas caem no meu jardim,
sobre as flores... mortas, sem odores
fortalecem seus espinhos,
impiedosas rosas... todas mortas...
sem amores...
ali, minha alma paira,
em seus picos mortais ela chora...
sentimentos profundos,
de uma esperança inútil...
de um amanhã incerto...

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