Meus olhos andam sem sono,
somente por te avistarem
de uma tão grande distância.
De altos mastros ainda rondo
tua lembrança nos ares.
O resto é sem importância
Certamente, não há nada
de ti, sobre este horizonte,
desde que ficaste ausente.
Mas é isso que me mata:
sentir que estás não sei onde,
mas sempre na minha frente...
Cecília Meireles
segunda-feira, 24 de maio de 2010
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