procuro constantemente algum sentido para a minha vida, seja ele o mais simples que for. Folheio as páginas de meu passado, mergulho num doloroso mar de lembranças... negro mar que sempre me fez sofrer. Não consigo retornar à margem, suas ondas me carregam de volta... deixo-me ser levada. Sigo seu balanço, rumo às suas profundezas mais gélidas e escuras. meu corpo ali paira, mas não posso permanecer por muito tempo. Não sou como os peixes, necessito de oxigénio... Olho lá em cima, a superfície está muito distante... tento me debater... preciso me libertar dessa corrente presa em meus pés. Meu pulmão não aguenta mais, aos poucos vai sendo invadido pela água, salgada pelas lágrimas e negras pela amargura. Olho lá no alto, um pequeno feixe de luz fraca, em algum ponto... vai se esvaindo aos poucos . O sol se esconde la fora... acompanho-o lento, ao mesmo tempo que meus olhos se fecham, e a noite termina de en meu ser.volver..


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